Early School Leaving – 3º dia

 

Estratégias efetivas

Começamos com mais uma forma de Ice breaker : construir um avião de papel; colocar o nosso nome e duas questões pessoais. Atirar o avião em direção aos outros até a formadora mandar parar. Responder às questões.

Dando seguimento ao programa estabelecido, retomamos a questão do acolhimento aos alunos que retomam a escola.

O que fazer para que se sintam bem?

Importantíssimo – saber ouvir; implementar uma comunicação efetiva; criar um ambiente acolhedor; organizar sessões de orientação vocacional; deixar que apresentem sugestões.

Para conhecermos estas sugestões, poderemos fazer um pequeno questionário utilizando o Google Forms. E nesta altura tomamos conhecimento da construção destes quesionários on-line. Fáceis de construir e com resultados imediatos. Um conselho: os resultados devem ser do conhecimento público. O Survey Monkey é uma dessas ferramentas que facilitam o trabalho de quem quer estes resultados.

De seguida, foi-nos apresentado um conjunto de conselhos com o objetivo de estabelecer a tal Efetiva Comunicação com quem esteve numa situação de abandono escolar: apresentar-se, falar calmamente, utilizar linguagem clara. Se não resultar, pedir ajuda ao psicólogo, por exemplo. Nem sempre o professor consegue resolver estes problemas, sobretudo se forem do foro psicológico.

O que nunca fazer: provocar o riso; dizer ” sei o que estás a passar, já estive numa situação semelhante”; apressar a ação seguinte, dar tempo ao tempo; invadir o seu espaço; dar abraços. Estes conselhos foram retirados do site da Cruz Vermelha Britânica  http://www.redcross.org.uk//what-we-do/teaching-resources/lesson-plans

Foi reforçada a necessidade de um acompanhamento contínuo a estes jovens.

Continuando com o tema, tomamos conhecimento da técnica do Flipped Classroom, muito interessante mas que nem sempre é possível. Os alunos têm de possuir internet, estudar em casa e fazerem os trabalhos na escola. Muito útil para alguns alunos que possam estar a passar por problemas na escola ou que estejam a faltar justificadamente.

Posteriormente analisamos dois casos: o de uma rapariga que começou a faltar à escola após a separação dos pais. Mudou várias vezes de escola devido ao seu mau comportamento. Não conseguia concentrar-se nas aulas. Passou a fazer na escola o que não podia fazer em casa devido às regras que o pai impunha. Os colegas achavam piada. Começou a faltar e juntou-se a um grupo de punks e iniciou-se nas drogas. A mãe só muito tarde soube do que se estava a passar. Foram chamadas para terem uma conversa com 10 professores. Não se atreveram a dizer nada. No primeiro dia de regresso, uma professora disse-lhe” realmente pareces estar bem com os desajustados do mercado”. Nunca mais voltou à escola.

Um outro caso foi o de uma menina que sofria de bullying e os professores nada fizeram para que o problema se resolvesse. Mudou de escola e teve sucesso.

Refletimos, apresentamos soluções e concluimos que, às vezes, alguns professores afastam os alunos da escola e que os pais devem ser alertados atempadamente das faltas dos filhos.

Continuamos, desta vez com a apresentação do Kahoot. Outra ferramenta motivadora para testar aprendizagens. E fomos alunos a responder a questões do Present Continuous…

Para terminar, jogamos ao insiders/outsiders. Como permitir que um novo aluno entre num grupo já formado?

 

No final da formação, fiz um novo tour por Paris e encontrei este mural do Tintin

A Bolsa de Paris                                                                    Les Halles

 

Molière                                                    Igreja de S. Vincent de Paul                     As pirâmides do Louvre

    

O Arco do Triunfo do Carroussel                    Uma das estátuas do jardim do Louvre

    

Por muito que me apetecesse continuar, não consegui. Recomeçaram a cair uns flocos de neve e estava demasiado frio. O hotel seria mais acolhedor.

2 Comments

  1. Carlos Piedade

    Realmente temos, nós professores, de a todo o momento refletir sobre o que dizemos aos alunos e como a eles nos dirigimos. Uma pequena falha pode ser a causa de um problema mais profundo.

    Muito interessante!
    Continuação de um bom trabalho.

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