3.º Dia – LTT em Mugla, Turquia

Ao iniciar a semana de trabalho, acordamos cedo e reunimo-nos, juntamente com todos os participantes, no lobby do hotel. O grupo da Sicília tinha chegado já tarde na noite anterior. Foi a ocasião para os alunos e professores começarem a conhecer-se e de os amigos se reencontrarem. Com o grupo todo reunido dirigimo-nos para a escola dos parceiros turcos.

Fomos recebidos na Zübeyde Hanim Mesleki Ve Teknik Anadolu Lisesi pelo Diretor da escola, Muhammet Solmaz, e por diversos elementos da direção e professores que, na sua maioria, estavam direta ou indiretamente ligados ao projeto.

A sessão de boas-vindas foi muito agradável e simpática, uma vez que o Diretor, apesar de pouco falar inglês e necessitar de tradução, descreveu não só escola, como a cidade de Muğla, bem como realçou a importância do intercâmbio e dos projetos internacionais na partilha de experiências entre povos. A tradutora, Aslı Bekçibaşi, professora de Inglês,  acabou por ser uma das dinamizadoras das atividades que realizariamos durante a semana.

Após os discursos oficiais assistimos a uma demonstração de danças tradicionais turcas interpretada por um grupo de alunos e alunas da escola. O folclore turco é completamente diferente do nosso. A música, os trajes masculinos e femininos, os movimentos efetuados denotam, por um lado, o caráter bélico das cenas representadas pelos elementos masculinos, por outro, o amor, a amizade e a pureza dos elementos femininos.  Estas danças tradicionais são aprendidas por todos os alunos da escola, ao longo de todos os anos de escolaridade, tal como mais tarde percebemos ao observar aulas de Educação Física no pátio exterior da escola.

       

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Voltamos ao anfiteatro para assistir  às apresentações das equipas romena e italiana, sobre o trabalho desenvolvido nas respetivas escolas no âmbito do projeto “Tradition: an educational bound between cultures”. Todos estão a trabalhar de acordo com o que inicialmente foi delineado.

           
Aproveitamos o coffee break para entrar em ação. Vestimos os nossos trajes tradicionais para apresentar duas danças do nosso folclore: “Água leva o regadinho” e “A moda da Carrasquinha”.

     

Fizemos um sucesso, não só porque as danças foram bem executadas, mas principalmente pela nossa alegria, entusiasmo e boa disposição. Voltamos a repetir o “Regadinho”, mas desta vez convidamos alunos e professores italianos, romenos e turcos.

Só nós,  povo português, para vibrar com uma boa festa de celebração da nossa cultura além-fronteiras.

Ainda antes do almoço fizemos uma visita guiada à escola. Sendo inicialmente uma instalação militar, a escola turca nossa foi adaptada para instituição de ensino no entanto, ainda persistem alguns elementos de austeridade e de antiguidade – as salas de aula muito amplas, as janelas gradeadas, as estátuas e outros elementos decorativos.

                             

      

 

 

 

 

 

 

 

 

Claro que não poderia faltar um local de homenagem ao grande e venerado líder turco Mustafa Kemal Ataturk. Aliás por todos os locais por onde andamos existem símbolos, estátuas, e outras manifestações de adoração ao grande líder responsável pela independência da Turquia.
À tarde, após um extraordinário almoço – desta vez já com todos os grupos dos países parceiros -, voltamos a escola para mais atividades. Assim, os alunos foram convidados a participar numa sessão de psicodrama na qual realizaram jogos rítmicos, de criatividade e de entreajuda,  sempre interagindo com alunos de outros países.

Esta atividade foi, sem dúvida, extremamente interessante, pois promoveu a “quebra do gelo” no relacionamento entre os alunos do grupo. Para terminar a atividade, os alunos foram divididos em grupos por paises.

       

 

 

 

 

 

 

Entre as diversas tarefas solicitadas aos alunos, foi solicitado a cada aluno de cada grupo que observasse um conjunto de imagens que se encontravam afixadas na parede e que, na sua língua materna escrevesse num post-it – a ser colocado cerca de cada imagem – o sentimento ou impressão que a imagem lhe sugeria. No final os alunos de cada país traduziram para inglês o que tinham escrito.

     

           

 

 

 

 

 

 

 

 

Pudemos então concluir que, apesar das diferenças que separam os vários povos, das várias línguas faladas e dos hábitos de cada um, em termos de sentimentos e dos valores e da percepção do mundo que nos rodeia, não diferimos significativamente.  Há mais semelhanças que nos unem do que as diferenças que nos separam.

 

 

 

Para finalizar a tarde ainda assistimos a outra das tradições da Turquia. Um professor da escola turca é responsável pela dinamização de um clube de Teatro de Sombras e apresentou-nos uma peça tradicional intitulada: Karagöz & Hacivat . Estes são os protagonistas da peça tradicional turca, popularizada durante o período otomano e que depois se espalhou para a maioria dos estados que compunham o Império Otomano e mais predominantemente na Turquia e na Grécia.

    

À noite, depois de um dia muito preenchido e diversificado, jantámos no hotel. O dia acabou com a sensação de que nos sentíamos muito bem na Turquia e que a semana que se iniciava seria muito interessante e rica em atividades e em experiências.

 

 

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