Terceiro dia no ICTFF e Centre Belge de Bande Dessinée

Mal entrei na direção assisti a um telefonema entre uma diretora de turma e uma mãe: “ontem o seu filho chegou às 10h; hoje às 8.45h. Perguntei-lhe porquê, não respondeu e ainda se riu. Escrevi um recado, por favor leia e fale com ele.”

Rápida intervenção pode ajudar a resolver situações.

De seguida reuni com a Mediadora, Laurence Dusong, que se encontrava a receber uma mãe.

Esta técnica é externa à escola. Foi colocada pela C. Francesa e é a esse organismo que “presta contas”.

A mãe permitiu que eu observasse o encontro. Segredo profissional.

Um aluno com “hipersensibilidade”, 16 anos, que está a ser alvo de “ perseguição por parte dos professores que não veem o que os outros fazem ou provocam e castigam o seu filho. Já falou com o Diretor de turma, e outro professor que confessam que não conseguem ver tudo o que se passa ( 25 alunos, equivalente a um CEF ) e que iriam estar mais atentos. O filho não quer vir à escola, tem pesadelos, tem uma baixa autoestima…

Uma conversa de cerca de duas horas entre uma mãe (árabe) e a mediadora.

O que me surpreendeu foi a proposta da mãe: projeto de cidadania orientado por um pedagogo externo à escola.  Formação de um conselho de cidadania composto por alunos e professores. Quando um aluno tem problemas disciplinares, esse conselho seria a primeira instância a avaliar a situação.

Quem pode pertencer a esse conselho: quem for “ pulseira negra” ( como no judo). Existem várias cores de pulseiras e quem possuir a preta é sinal de ser um cidadão responsável.

Disse ainda muito bem da escola, da direção, dos educadores e dos professores.

Uma nova forma de promover uma cidadania responsável! A propor à Direção da ESSPC…

 

Sendo quarta-feira, a tarde foi aproveitada para melhor conhecer Schaerbeek e Bruxelas.

Estar na Bélgica e não visitar o Centre Belge de la Bande Dessinée  é uma falha imperdoável.

Deliciei-me com tanta informação e tantos desenhos. Imagens, textos, personagens que facilmente me transportaram à minha infância e juventude. Pareceu-me ouvir ” Les aventures de Tintin, d’après Hergé”…

E para ilustrar esta minha passagem…

1 Comments

  1. Célia Moreira

    Penso que, em termos de desenvolvimento da cidadania, a nossa escola não fica atrás.

    Adoro trabalhar , nas aulas, com BD de Tintin ou Astérix. É uma forma de trabalhar as “expressions figées”.

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